segunda-feira, 31 de março de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
tbt
PRESENÇA
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana
É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos...
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo...
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato...
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.
Mario Quintana
A RUA DOS CATAVENTOS
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mario Quintana
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mario Quintana
quarta-feira, 19 de março de 2008
Anyone Else But You
Michael Cera and Ellen Page
Your part time lover and a full time friend,
The monkey on the back is the latest trend,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
Here is a church and here is a steeple,
We sure are cute for two ugly people,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
We both have shiny happy fits of rage,
I want more fans, you want more stage,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
I'm always tryin to keep it real,
Now i'm in love with how you feel,
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
I kiss you on the brain in the shadow of the train,
I kiss you all starry eyed,
My body swings from side to side,
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
The pebbles forgive me,
The trees forgive me,
So why can't,
You forgive me?
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you.
Michael Cera and Ellen Page
Your part time lover and a full time friend,
The monkey on the back is the latest trend,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
Here is a church and here is a steeple,
We sure are cute for two ugly people,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
We both have shiny happy fits of rage,
I want more fans, you want more stage,
Don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
I'm always tryin to keep it real,
Now i'm in love with how you feel,
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
I kiss you on the brain in the shadow of the train,
I kiss you all starry eyed,
My body swings from side to side,
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
The pebbles forgive me,
The trees forgive me,
So why can't,
You forgive me?
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
I don't see what anyone can see,
In anyone else,
But you.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Confissão
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
Mario Quintana
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
Mario Quintana
quarta-feira, 12 de março de 2008
Preta
Leva teu xale azul
De seda branca e azul
Que vai chover
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
Preta
Leva teu xale azul
De seda branca e azul
Que vai chover
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
E a chuva vem pequena e grandiosa
Acalenta ou revira o nosso lar
Preta
Leva teu xale azul
De seda branca e azul
Que vai chover
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
E a chuva (chuva)
Com o seu sonho de água vem acesa
Pra lavar o que passou
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
Preta
Cordel Do Fogo Encantado
Lirinha
Leva teu xale azul
De seda branca e azul
Que vai chover
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
Preta
Leva teu xale azul
De seda branca e azul
Que vai chover
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
E a chuva vem pequena e grandiosa
Acalenta ou revira o nosso lar
Preta
Leva teu xale azul
De seda branca e azul
Que vai chover
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
E a chuva (chuva)
Com o seu sonho de água vem acesa
Pra lavar o que passou
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
A chuva nunca para de cantar
A chuva nunca para de descer
Preta
Cordel Do Fogo Encantado
Lirinha
terça-feira, 11 de março de 2008
Algumas perguntas básicas:
- Se eu tentasse te beijar, na boca, voce recusaria?
- Tá com "ciuminho" de mim?
- Até que ponto vc faria alguma coisa por mim? qualquer coisa?
- Com quantos anos imagina que vai morrer, ou melhor, até quantos anos imagina que vai viver?
- Quem é voce? mas nao me venha com o quê voce faz...
- Se eu tentasse te beijar, na boca, voce recusaria?
- Tá com "ciuminho" de mim?
- Até que ponto vc faria alguma coisa por mim? qualquer coisa?
- Com quantos anos imagina que vai morrer, ou melhor, até quantos anos imagina que vai viver?
- Quem é voce? mas nao me venha com o quê voce faz...
segunda-feira, 10 de março de 2008
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu
Todo o Sentimento
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e C. Bastos
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu
Todo o Sentimento
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e C. Bastos
Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não
Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura
Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíeste, viajaste
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem
E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo
Amuo
Clã
Composição: Carlos Tê
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não
Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura
Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíeste, viajaste
Amuar faz bem
Amuar faz bem
Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem
E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo
Amuo
Clã
Composição: Carlos Tê
sábado, 8 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
quarta-feira, 5 de março de 2008
terça-feira, 4 de março de 2008
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